4 de mai de 2013

As libélulas forçam o acasalamento


A maioria das espécies animais passa por algum tipo de ritual de acasalamento que envolve o cortejo. Mas as libélulas não têm muito tempo. Então, os machos forçosamente acasalam com a primeira fêmea com que se deparam. Depois de localizar uma fêmea por seus padrões de voo para se certificar de que ela é a espécie certa, o macho se aproxima por trás, prende seus antebraços em volta de seu pescoço, pode até mesmo mordê-la para subjugá-la, e por fim inicia a transferência de espermatozoides.

Os machos alojam esperma em um segmento no final de seus corpos, mesmo que seus pênis estejam em uma posição superior. Assim, uma vez que estão na posição correta, começam a transferência, mas não ficam ociosos enquanto fazem isso. Libélulas fêmeas costumam acasalar com múltiplos parceiros, e, por uma estranha peculiaridade evolutiva, libélulas desenvolveram farpas em seus pênis que servem a nenhum outro propósito além de retirar o sêmen posto em uma fêmea por um pretendente anterior. Em alguns casos, o macho vai continuar a proteger a fêmea até que seus ovos sejam fertilizados, impedindo-a de ser forçadamente acasalada com quaisquer outros machos, para aumentar suas chances de paternidade.

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19 de jan de 2013

Cientistas descobrem por que os dedos enrugam na água


Imagem da web
Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã-Bretanha indica que o fato de os dedos ficarem enrugados depois de algum tempo na água pode ser uma vantagem adquirida pelo ser humano durante sua evolução por milhares de anos.
Os cientistas da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, decidiram investigar a razão de os dedos ficarem enrugados na água por meio de um experimento.

Eles pediram a voluntários para pegar bolas de gude imersas em um balde d'água com uma mão e passá-las por uma pequena abertura para a outra mão, para colocá-las em outro local.
Os voluntários com os dedos enrugados pela umidade completaram a tarefa mais rápido do que os voluntários com os dedos lisos.
O estudo sugere que as rugas têm a função específica de tornar mais fácil o manuseio de objetos embaixo d'água ou de superfícies molhadas em geral, o que pode ter sido uma vantagem para os primeiros humanos quando procuravam por alimentos na natureza.

Primatas
Por muito tempo, se acreditava que os dedos enrugados indicavam simplesmente o inchaço da pele devido ao contato prolongado com a água. Ou seja, tratava-se de uma reação automática, provavelmente sem nenhuma função.
As últimas pesquisas, entretanto, revelaram que as rugas são um sinal de vasoconstrição como resposta à água, o que, por sua vez, é uma reação controlada pelo sistema nervoso.
"Se os dedos enrugados fossem apenas o resultado do inchaço da pele ao entrar em contato com a água, eles poderiam ter uma função, mas não necessariamente", disse o cientista Tom Smulders, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.
"Por outro lado, se o sistema nervoso está ativamente controlando essa reação em certas circunstâncias e não outras, é mais fácil concluir que há uma função por trás disso que é resultado da evolução. E a evolução não teria selecionado essa resposta se ela não nos conferisse algum tipo de vantagem."
Segundo os cientistas, para nossos ancestrais, ter dedos que agarram melhor objetos úmidos certamente teria sido uma vantagem na busca por alimentos em lagos e rios.
Smulders disse que seria interessante, agora, verificar se outros animais, especialmente primatas, têm a mesma característica.
"Se está presente em muitos primatas, então minha opinião é que sua função original pode ter sido locomotora, ajudando a se deslocar em vegetação úmida ou árvores molhadas. Por outro lado, se é apenas em humanos, então podemos considerar que é algo muito mais específico, como procurar por comida dentro e à beira de rios."

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Cientistas flagram 'alquimia' de bactéria da hanseníase


James Gallagher 
Da BBC News 

Pela primeira vez, um grupo de pesquisadores britânicos flagrou o momento em que uma bactéria infecciosa dá início à uma espécie de "alquimia biológica", transformando parte do corpo do organismo hospedeiro em outra parte que atenda melhor suas necessidades. 
O estudo, publicado na revista científica Cell e liderado por uma equipe de cientistas de Edimburgo, na Escócia, mostrou uma bactéria causadora de hanseníase transformando neurônios em células-tronco e musculares. 
Os autores dizem que a técnica "inteligente e sofisticada" pode agilizar a pesquisa sobre terapias e células-tronco. 
Os especialistas descreveram a descoberta como "surpreendente". 
Cientistas já tinham conseguido realizar uma "alquimia biológica" em laboratório antes, transformando células da pele em células-tronco, que têm o poder de se transformar em qualquer outra parte do corpo, como células do coração ou cérebro. 
Um dos pesquisadores, o professor Anura Rambukkana, disse: "As células do nosso corpo podem ser manipuladas. Por que as bactérias não se aproveitariam disso?" 

Mestres da manipulação 
Para conduzir o experimento, os cientistas usaram camundongos que tiveram neurônios infectados com a bactéria da hanseníase. 
Após algumas semanas, a bactéria começou a transformar os nervos de acordo com a sua própria conveniência. A composição das células mudou e elas se tornaram células-tronco. 
Mas, ao contrário dos neurônios, que são estáticos, essas células cresceram e se espalharam pelo corpo. 
"Trata-se de uma célula-tronco que é gerada pelo tecido do próprio corpo para que o sistema imunológico não a reconheça e ela pode ser usada sem ser atacada", disse Rambukkana. 
Esse tipo de célula também pode se alojar dentro dos músculos e se transformar em células musculares. 
"No momento em que vimos isso acontecer, achamos algo bem surpreendente", acrescentou o pesquisador. 
"É a primeira vez que constatamos ao vivo uma bactéria infecciosa criando células-tronco." 

Alquimia 

Rambukkana espera que as descobertas possam aumentar o conhecimento sobre a hanseníase e leve a novos caminhos de desenvolvimento de células-tronco - que se tornaram a "menina dos olhos" da medicina por seu potencial de se transformar em outras células e, assim, ajudar no tratamento de várias doenças. 
O pesquisador também acredita que é "provável" que outras espécies de bactéria possam ter a mesma habilidade de reprogramar o seu hospedeiro. 
Segundo o professor Chris Mason, especialista em pesquisa de células-tronco na Universidade College London, no Reino Unido, "a habilidade da bactéria de converter um tipo de célula de um mamífero em outra é "uma verdadeira alquimia" da natureza, só que em grande escala". 
"Embora essa descoberta surpreendente tenha sido baseada em um experimento com um rato, ela destaca a extraordinária complexidade das interações entre mamíferos e bactérias bem como a engenhosidade dos cientistas para descobrir mecanismos da doença que, uma década atrás, teria sido algo restrito à ficção científica", disse Mason. 
"O próximo passo essencial é traduzir essa parte valiosa de conhecimento em benefícios tangíveis para os pacientes. Mas esse processo pode levar uma década antes de sua relevância para a medicina clínica ser totalmente compreendida", acrescentou. 
Para Rob Buckle, diretor de medicina regenerativa do Medical Research Council, "essa descoberta é importante não só para a nossa compreensão e tratamento da doença bacteriana, mas para a medicina regenerativa, que vem evoluindo rapidamente nos últimos anos." 
Fonte:

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15 de dez de 2012

Cientistas afirmam ter descoberto a causa da homossexualidade


Biólogos afirmam que traços homossexuais são transmitidos de pais para filhas e mães para filhos por camadas epigenéticas
Um grupo de cientistas do National Institute for Mathematical and Biological Synthesis, nos EUA, diz ter solucionado o complexo quebra-cabeças que explica porque a homossexualidade ocorre. De acordo com eles, a homossexualidade é hereditária e passada de pais para filhos: mulheres herdam traços homossexuais dos pais, enquanto homens os recebem das mães.
Há muito a hereditariedade da homossexualidade vem sendo discutida. Estudos anteriores mostraram que a homossexualidade tende a recorrer em famílias, levando a maioria dos pesquisadores a presumir um embasamento genético de preferência sexual. No entanto, nenhum gene específico para a homossexualidade foi encontrado, apesar de numerosos estudos em busca de uma ligação genética. Existiam dúvidas também devido ao fato de muitos gêmeos idênticos possuírem sexualidades diferentes.
No recente estudo, publicado na revista científica The Quarterly Review of Biology, os pesquisadores chegaram à conclusão que a homossexualidade não é transmitida por um gene específico, mas sim por marcadores epigenéticos, camadas extras de informações que comandam a forma como os genes se comportam. Esses marcadores regulam a expressão dos genes. Enquanto os genes contêm as instruções, os chamados marcadores genéticos, ou epi-marcas, comandam como, onde e quanto dessas instruções se manifestarão em cada indivíduo.

Marcadores costumam ser ‘apagados’

Segundo o estudo, marcadores epigenéticos relacionados ao sexo normalmente não passam entre gerações e são, portanto, “apagados”. Mas estes marcadores podem levar ao homossexualismo quando escapam este “apagamento” e são transmitidos de pai para filha ou mãe para filho.
“Tais camadas geralmente são apagadas, mas no caso da homossexualidade, permanecem intactas, passando de pais para filhas e de mães para filhos” explica William Rice, coautor do estudo.
Durante o período da gestação, os marcadores epigenéticos que regulam genes do sexo são produzidos no início do desenvolvimento fetal para proteger bebês tanto do sexo masculino como do feminino dos efeitos da variação nos níveis de testosterona, que ocorre nos últimos estágios do desenvolvimento fetal. Esses marcadores impedem que fetos de meninas sejam masculinizados quando experimentam níveis de testosterona muito altos, e vice-versa para fetos de meninos. No entanto, quando esses marcadores epigenéticos são transmitidos através de gerações, de pais para filhas ou mães para filhos, eles podem causar efeitos invertidos, como a feminização de alguns traços em filhos — a preferência sexual, por exemplo — ou a masculinização parcial das filhas.
O estudo, então, aparentemente “resolve” o enigma evolutivo da homossexualidade, identificando estes marcadores epigenéticos “sexualmente antagônicos”, que serviram para proteger os pais de variações nos níveis de hormônios sexuais durante o seu desenvolvimento fetal e que normalmente não são herdados pelas gerações seguintes.
“A transmissão destas epi-marcas sexualmente antagônicas entre as gerações é o mecanismo evolutivo mais plausível do fenômeno da homossexualidade humana”, conclui o co-autor do estudo Sergey Gavrilets, diretor associado do National Institute for Mathematical and Biological Synthesis.
“Muitos biólogos renomados evitam o assunto para não ser estigmatizados. As pessoas ainda acreditam que a homossexualidade não é algo natural, mas na natureza encontramos vários exemplos que mostram o contrário”, diz Rice, ressaltando que o comportamento homossexual já foi encontrado em pinguins, ovelhas e muitos  outros animais.

Fonte:




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